Em dois dias dessa semana que se passou fiz uma rodinha no chão com meus alunos e espalhei no meio vários livros de literatura infantil para que eles manuseassem a vontade, fiquei os observando.
O momento dessa rodinha para que eles explorassem os livros foi muito prazeroso para as crianças e para mim, que consegui observar e perceber o quanto minha turminha gosta dos livros e de suas histórias.
Alguns manuseiam e exploram com bastante atenção, folhando os livros com cuidado e interesse, já outros olham rapidamente, tentando achar um meio de brincar com os livros, muitas vezes sentando em cima, colocando na cabeça ou até mesmo tentando fazer dos livros um outro objeto de brincar, mas mesmo com essa diferença entre eles na hora de manusear os livros, no momento da contação de história todos ficam atento no que estou lendo.
Aos poucos algumas perguntas começaram a surgir, vindas das crianças maiores, aquelas que já conseguem se comunicar com maior facilidade e clareza:
- Prof. esse é o lobo mau?
- Esse livro é do lobo mau?
- Aqui tem uma bruxa?
- O lobo vai pegar ela?
- A touca dela é azul?
- O que é isso nessa casinha? ( Casinha da história do João e Maria)
- Prof. o lobo é brabo?
- Porque tem bolinhas na camisa dele?
- A menininha não tem medo do lobo?
Com essa atividade e com o brilho no olhar que cada criança tinha ao disparar de cada pergunta percebi o quanto minha turminha tem interesse em mergulhar no mundo do faz de conta dos livros de literatura infantil.
O centro de interesse de minha turma está voltado para as histórias e seus personagens, e como uma das crianças demonstrou bastante interesse, perguntando sobre os personagens da " Chapéuzinho vermelho", vamos dar início as atividades com esse conto, por isso vou chamar esse projeto/e ou centro de interesse de:
" Maternal I, mergulhando no mundo do faz de conta"
JARDIM 2E E O TEMPO...
Por Camila CoitinhoJá faz algum tempo que trabalho com os meus alunos através de projetos, observando justamente estas perguntas que eles fazem, e é maravilhoso quando conseguimos transformar estas perguntas em trabalho! Fico só imaginando Lu, teus pitoquinhos interessadíssimos no lobo mau! E com os menores, muitas vezes a riqueza do trabalho está nestes momentos que eles tanto gostam!
Pois
na minha turma não foi diferente... Todos os dias eles chegam, tomam café e até
umas 9h40min eles brincam, livremente, pois é o momento que eu consigo me
organizar para o dia que está se iniciando e ainda, além das agendas e caderno
de chamada, preencher um caderninho com algumas anotações que faço
individualmente, observando as reações de cada criança e ainda relatar alguma
coisa que ocorreu no dia anterior. E quando é quinze para as dez, iniciamos a
organização da sala, e mostro no relógio quando o ponteiro grande estiver no
10, é hora de ir para o pátio! Isso já acontece a bastante tempo. E um dia na
rodinha um deles me perguntou: Prof, como se mede o tempo? Achei quilo
fantástico, quase que filosófico, pois vários olhinhos brilharam com a pergunta!
Então respondi: Vamos pesquisar... Mas o que exatamente nós vamos pesquisar:
·
Como se mede o
tempo?
·
Vamos fazer uma
máquina do tempo?
·
Qual é o nome
daquele negócio que tem um pozinho??? (ampulheta)
·
Ah, mas o tempo é
quando a gente vai ficando velho...
·
Né, que também
tem aquele tempo que chove, fica nublado e faz sol?
Neste
momento o olho que brilhou foi o meu... Pois via que dava para fazer um projeto
incrível, mas que me daria bastante trabalho também...
Num
outro dia, pedi para que eles se dividissem em grupos, e ofereci uma cartolina
e material de pintar, pedi, para que antes que começassem a desenhar, tinham
que conversar no grupo, sobre o que era o tempo, e o que mais eles gostariam de
pesquisar, e me afastei das mesinhas, para observar eles “discutindo”, depois
de uns 5 minutos fui passando de mesa em mesa para ajudar ou não dependendo de
como estivesse a conversa! E em um destes momentos de afastamento, percebi que estávamos
montando um quadro de certezas e dúvidas, que ali naqueles pequenos grupos de
crianças de 5 anos, eu estava vendo o PPA ao vivo, eu fiquei realmente
empolgada e orgulhosa dos meus pequenos!!!! E em algumas leituras que venho
fazendo, encontrei uma citação:
“[...]ensinar os alunos a
resolver problemas supõe dotá-los da capacidade de aprender a aprender, no
sentido de habituá-los a encontrar por si mesmos respostas às perguntas que os
inquietam ou que precisam responder, ao invés de esperar uma resposta já
elaborada por outros [...]
(POZO; ECHEVERRÍA, 1988, p. 09).
ECHEVERRÍA, M. D. P. A solução de
problemas em matemática. In: POZO, J. I. (org.)
A solução de problemas:
aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: ArtMed, 1998, p.
44-65.
Projeto em Ação
Daniela Ramalho
Queridas colegas ao ler as postagens de vocês fiquei encantada ao perceber a importância deste trabalho, tão cheio de dúvidas em relação a sua elaboração, mas tão significativo na sua realização, ao ler pude perceber claramente que o objetivo das professoras da interdisciplina está sendo alcançado, pois em nossos encontros conversamos, discutimos, lemos desta forma tentamos achar estratégias para encontrar a melhor forma de realizar os projetos em turmas tão distintas, assim conseguimos articular estratégias para usar com nossas turmas, estes encontros de troca estão sendo fundamentais para nosso trabalho. No último encontro acredito que juntas conseguimos achar uma forma de levar o projeto na turma da Lu, pois são alunos muito pequenos diferentes da minha turma e da Camila que estão no jardim e conseguem trabalhar com mais autonomia. Os livros de história encantam crianças de todas as idades como disse Rubem Alves "um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar", mas os pequenos muitas vezes não tem o prazer de os manusear, por vários motivos: vão rasgar, estragar e etc. Ao proporcionar esta experiência para sua turma a Lu conseguiu enxergar seu Projeto em ação e tenho certeza que assim como o olho da Camila o seu também brilhou. É muito bom ver a alegria e o envolvimento das minhas colegas com a realização deste projeto, pois assim como eu acreditam que para educar é fundamental criar vínculo com o aluno.
Assim como nas turmas das minhas colegas elas surgem a todo momento no jardim II da EMEI Vó Maria Aldina. Perguntas e mais perguntas...
Em um Projeto de Aprendizagem as perguntas são fundamentais,
mas o olhar atento do professor para identifica-las e através delas envolver seus
alunos lembrando sempre que o conhecimento começa pela pergunta: “No ensino
esqueceram-se das perguntas, tanto o professor como o aluno esqueceram-nas, e
no meu entender todo conhecimento começa pela pergunta. Começa pelo que você,
Paulo, chama de curiosidade. Mas a curiosidade é uma pergunta!” (Freire,
Fundez, 1985). A criança na escola de educação infantil tem a possibilidade de
ter sua curiosidade aguçada, estimulada e com isto muitas perguntas surgem e através de
algumas destas perguntas escolhemos o tema do nosso PA deste ano, perguntas
como:
A terra é o telhado das minhocas?
Tem terra em todos os lugares?
As pedras são terra dura?
A água é boa?
A água faz bem para os seres vivos?
A chuva é água suja?
A água vem dos canos?
Se a gente não tem água morre?
O fogo é mal?
Criança pode brincar com fogo?
O fogo machuca?
O vento é mais forte que o fogo?
Na boca tem ar?
Em todo lugar tem ar?
Na água tem ar?
Muita curiosidade assim é esta turma, falante e
curiosa sempre querendo saber mais e mais. Em uma manhã na praça ao observa-los
brincando percebi que havia algo diferente e logo vi um por um iam até o
bebedor buscar água com a boca para jogar na terra e fazer barro, fiquei ao
longe observando e vendo a alegria deles naquela “arte” de criança, neste
momento tive a certeza do tema do nosso projeto, pois a terra, a água, o ar e o
fogo encantam não só crianças, mas pessoas de todas as idades e assim começaram
nossas descobertas á partir de uma “arte” de criança.



grupo metamorfose...estou adorando ver como os projetos começaram a aparecer...e também de forma suave e quase tímida a interação entre vocês! não desistam! sei que dá trabalho, mas vocês estão conseguindo...voltem, leiam as postagem das colegas e mostrem que podemos dialogar mesmo com pouco tempo e uma jornada de trabalho que as vezes nos rouba a sanidade....vamos continuar que vocês estão conseguindo dar conta com qualidade das metas 1 e 2 ...bravo!
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