sábado, 20 de maio de 2017

Mapas Conceituais

Mapas Conceituais

Falar de mapa conceitual é respeitar os saberes das crianças e suas expressões tornando a aprendizagem significativa, para que isto aconteça é necessário um professor que pesquisa os conhecimentos das crianças, suas realidades e sua cultura levando em conta sua faixa etária. Nossos mapas foram bem diversificados, pois nossos alunos têm interesses diferenciados devido à faixa etária em que estão, mesmo assim conseguimos através de muito diálogo realizar muitas trocas entre nós, uma visão geral dos trabalhos nos mostrou que é possível construir com as crianças o mapa conceitual ou através de desenhos, recortes e modelagem, de acordo com Junqueira Filho cada linguagem- desenho, escrita, modelagem, classificação e etc. podem ser significadas como conteúdos programáticos na educação infantil, acreditando nisso assim construímos com nossos alunos os mapas conceituais dos nossos projetos.
Projeto de Aprendizagem O Jardim dos quatro elementos criou seu mapa depois de uma conversa sobre o tema da pesquisa e da solicitação de que se dividissem em grupos onde cada grupo deveria pensar no que sabe sobre os elementos e criar um desenho com eles, depois de pronto sentei individualmente com cada grupo e pedi que relatassem o que tinham feito instiguei a participação de todos e a troca de ideias, penso que a atividade foi um sucesso, pois aprendizagens significativas ocorreram.




JUNQUEIRA FILHO, G. A. Linguagens Geradoras. Porto Alegre: Mediação, 2005.
______ Interdisciplinaridade na pré-escola: anotações de um educador “on the road”. São

Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.



 Dani com seus lindos alunos e o JARDIM DOS QUATRO ELEMENTOS, que desenhos significativos e que construção magnífica. Os mapas de vcs fizeram lindos.
 Quando magnífico e importante respeitarmos os saberes dos nossos alunos e ajudarmos a despertar através de uma atividade construídas com eles. Confesso que se não fosse nossas reuniões e nossas trocas não teria construído meu mapa conceitual. Pois nesta atividade com criança especial, se torna quase uma construção comum, cada dica e conversa explorada com todas sobre o assunto em si, acabou me ajudando e acredito que todas também, uma troca prazerosa onde os quatros se orgulhavam de cada mapa alcançado, cada uma com seus alunos, mas cada passo mostrando pro grupo e recebendo apoio acredito que estamos em perfeita sintonia. Pois cada problema é dividido e cada uma auxilia a outra para construção do mesmo.
Como meu projeto se torna Centro de Interesse e minha aluna explora muito bem a modelagem e adora, resolvi fazer meu mapa com ela de massinha de modelar, onde fizemos a minhoca gigante e seu pai pescando, confesso que é bem difícil, pois para ela o importante é fazer minhocas, também realizei em desenho onde fiz a minha minhoca gigante e ela a dela (se prestarem atenção fez bem parecidas, mas são raras as vezes que gosta de desenhar com lápis). 




    Confesso que fiquei apaixonada pelo desenho onde do jeitinho dela fez a sua minhoca.



Por:Luciane da Silva
Quando nos foi lançada a proposta de realizar um mapa conceitual com nossos alunos, confesso que bateu o desespero: Como fazer, se meus alunos mal se expressam verbalmente, não sabem escrever.
E o pensamento foi: Isso é impossível, pois eu tinha em mente somente os mapas que aprendi a fazer para o projeto do semestre passado, até que após algumas dúvidas esclarecidas com a professora, leituras e com nossos encontros semanais onde ajudamos umas  as outras, conseguimos perceber que havia uma possibilidade desses mapas acontecerem, então colocamos em prática.
Dani ficou muito evidente a interação e a propriedade dos teus alunos na elaboração do mapa, onde cada um desenhou o que sabe sobre o assunto e com teu estimulo eles falaram o que estavam desenhando, observando o mapa deles me veio uma sugestão de atividade, que tu acha Dani de aproveitar o desenho que um deles  fez das sementes na terra e com eles fazer uma horta trabalhando o elemento terra e assim também a água que será necessária para regar a plantação? 
A proposta é a mesma para o grupo, mas cada uma de nós utilizou de recursos diferentes, para a realização da mesma,Tati é muito lindo de ver a construção do mapa da Isis, com um material que ela demonstra  gostar de manusear, e assim também acaba sendo estimulada a coordenação motora dela.
Com a sugestão e ajuda das minhas colegas, usei figuras impressas para o mapa da minha turma e ele aconteceu da seguinte forma:
Coloquei no chão várias figuras com os personagens das duas histórias que as crianças demonstraram maior interesse, juntamente com uma folha grande e disse para eles (um de cada vez), escolher a figura, colar e após dizer o que eles sabiam sobre a determinada figura. E assim alguns formaram uma história, já outros apresentaram algumas  diferenças e curiosidades sobre os personagens(até lobo bonzinho surgiu no mapa), foi encantador escutar meus alunos falando sobre os personagens, criando, usando a imaginação, construindo conhecimento de uma forma lúdica e prazerosa.

Maternal I construindo saberes através do mapa conceitual


Trabalhando com Mapas
Por Camila Coitinho

Assim como a Lu colocou, também fiquei bem apreensiva, pois a referência de mapa conceitual que eu tinha era a que a gente trabalhou no semestre passado. E em um dos nossos encontros para discutir o trabalho, surgiu este texto, onde o Professor Gabriel Junqueira nos coloca sobre o que realmente é significativo para a aprendizagem, e logo entendi que os registros que as crianças fazem é uma forma de mapa conceitual, quando eles nos contam o que desenharam, refletem o raciocínio usado para colocar no papel aquilo que eles absorveram de tal atividade. E assim os meus pequenos fizeram, em forma de desenho, organizamos em um painel nosso mapa do antes (primeiras certezas e hipóteses sobre o tempo) e no segundo momento o que estamos desvendando agora: O tempo de cada criança, desde a barriga da mãe aos dias de hoje! Tem sido bastante gratificante documentar este projeto,pois a cada novo post e novas conversas que temos, tenho a nítida certeza de estar refletindo e qualificando o meu fazer pedagógico e com certeza o das minhas colegas. Conforme o comentário da Tutora abaixo, nem toda a reflexão se consegue passar para o papel, mas as trocas acontecem, a linguagem do blog é bem diferente da linguagem falada por exemplo, mas muito da ação que chega la na sala é fruto destas discussões e aqui, registramos um pouco do que é a nossa prática! Acredito sim que este trabalho tem sido um exercício para estas análises, e sinto isso em nosso grupo. Com o projeto dos quatro elementos da Dani, seja com as Minhocas da Tati e ainda com o Lobo e a chapeuzinho vermelho da  da Lu, as construções acima descritas são fruto disso, de uma troca também qualificada que reflete nas ações em sala de aula e consequentemente tornando a aprendizagem das nossas crianças mais significativas!



Mapa Conceitual: Projeto: Nosso Tempo é Agora
Primeira parte representa a caminhada do projeto no início, já a parte de baixo as dúvidas para as próximas etapas do projeto!










quinta-feira, 11 de maio de 2017

Certezas e Dúvidas!!!!!



Através da observação direta que despertou interesse pelo assunto específico sobre “minhocas” vou realizar meu trabalho em torno de agrupamento de conteúdos e atividades educativas realizadas em torno do tema específico escolhido, que é de grande significação para a criança em si. Sabendo que no Centro de Interesse envolvam todas as aprendizagens, sendo capaz de explorar  situações que envolvam seu cotidiano e suas vontades.
Partindo deste contexto e sabemos que devemos ser dadas todos os tipos de oportunidades de expressão por meio da linguagem, música, pintura e da modelagem, busco estas condições para poder realizar o trabalho com minha aluna, sendo que tem muitas dificuldades motoras e cognitivas. Então procuro sempre priorizar o desenvolvimento da criança em si e sua preservação da liberdade. Sendo que na sala de recurso prioridade sempre é o aluno, por ter suas limitações e rotinas.
Através desta observação desde o princípio apareceram diversas dúvidas de como e o porquê adora tanto fazer minhocas voadoras, que tanto interesse neste assunto, depois de uma conversa com a professora Liliana que achávamos devida sua condição motora que fazia minhocas de massinha de modelar, pois era mais fácil seu manuseio e conseguia fazer com tranqüilidade. Resolvi fazer uma pesquisa com a mãe da aluna que para meu espanto pude levantar as certezas provisórias, que realmente ela associa minhoca a parte afetiva dela com o pai, pois ambos junto da família gostam de pescar. A famosa minhoca voadora representa a minhoca no anzol. Algumas dúvidas despertaram minha curiosidade em saber se realmente ela conhecia e se tinha medo ou não, nesta conversa a mãe relatou que ela adorava e não tem medo, mas o irmão tem e se divertem muito com isto. Mas cada dia desperta mais dúvidas se realmente ela já segurou uma minhoca, se teve contato físicos mesmo ou só visualiza a situação com o pai. Pois quando falo para ela que vou trazer uma para ela conhecer responde que não, se a mãe diz que é comum, por que não quer. Dúvidas que parecem poucas certezas e assim vamos trabalhando e sempre tentando despertar mais interesse. Confesso que ainda é muito complicado e tem muitas dificuldades no caminho, pois dependi muito da situação que se encontra no momento, trabalhar com inclusão é um dia após o outro, temos dúvidas quase todos os dias. Sempre uma caixa surpresa, alguns dias agradáveis outros bem complicados.Nesta foto ela está brincando com sua minhoca preferida a cor de rosa e junto faz um som de "brum" simulando a minhoca voando.Mais uma vez me despertou muita dúvida.
Mas nesta trajetória em relação ao nossos projetos vamos encontrar muitas dúvidas e algumas certezas.



Por: Luciane da Silva
Tati é lindo de ver tua dedicação e sensibilidade em perceber as necessidades e interesses da tua aluna Ísis, e pelos teus relatos e o que você nos conta ela também tem um grade afeto e confiança em você quanto professora dela, se for preciso tenho um livro da autora Léia Cassol que se chama “ Minhoquices”, e mandei fazer uns dedoches de minhocas para trabalhar esse livro, que está a tua disposição caso acho interessante para usá-lo com a Ísis.

Agora vou relatar como cheguei as certezas e dúvidas da minha turma.

Após identificar o centro de interesse de minha turma, através das perguntas disparadas no momento da atividade que citei na postagem anterior, achei de grande valia repetir o momento da rodinha com vários livros espalhados entre eles, e assim realizamos uma roda de conversa, onde o principal assunto eram os personagens, e também na hora do conto contei com a participação das crianças, uma colocou o avental, enquanto as outras conforme ouviam a história colocavam os personagens vou relatar algumas das certezas e dúvidas que elas apresentaram.
Algumas das crianças afirmaram que:
- o lobo é mal e que ele não vai ficar bonzinho;
- que a roupa da chapeuzinho é vermelha;
- que elas têm medo do lobo mal;
- que também tem lobo mal na história dos três porquinhos
- que elas gostam de ouvir historinhas
- que a bruxa vai pegar as crianças
- tem doces na casinha
Já outras crianças ao manusear os livros apresentaram dúvidas referentes a cor da capa da chapeuzinho, o porquê dos doces na casinha da bruxa, se o lobo da chapeuzinho vermelho é o mesmo dos três porquinhos.
E agora a partir dessas certezas e dúvidas, é possível começar a pensar nas atividades correspondentes ao tema e aos conteúdos que abrangemos nessa faixa etária, de uma forma lúdica e divertida.


Daniela Ramalho




Muitas certezas e algumas dúvidas ou algumas certezas e muitas dúvidas? Na verdade não sei bem qual afirmação está certa, pois nas conversas com meus alunos acredito que aparecem muito mais certezas do que dúvidas, falam, falam e falam sobre os quatro elementos e demonstram muita propriedade ao falar que quase estão me convencendo das suas verdades como: no deserto não tem ar porque é muito quente ou que o vento faz o ar para as pessoas respirarem, é profe eu sei que se não tem vento a gente morre só o peixe que não morre, “Minha segurança se afunda na convicção de que sei algo e de que ignoro algo a que se junta a certeza de que posso saber melhor o que já sei e conhecer o que ainda não sei.”(FREIRE,1996,p153). Esse projeto está gerando muita conversa e com ela estão desenvolvendo a aprendizagem de uma forma linda com uma troca que antes do PEAD e dos Projetos de Aprendizagem eu não imaginava poder acontecer. Assim também está acontecendo com nosso grupo de trabalho o Metamorfose estamos de uma maneira ou outra ligadas nos projetos das colegas tentando achar soluções para cada novo desafio que surge, desta forma ao ver um aluno meu com um relógio gigante que ganhou da mãe lembro-me da turma da Camila e seu Projeto do Tempo, ao ver um DVD da Xuxa e o seu lobo bonzinho lembro-me da turminha da Lu e seu lobo mal e ao mexer na terra que é a casa das minhocas, não tem como não se lembrar da Isis com toda a sua limitação e tão encantada com as minhocas fazendo a Tati viajar nas minhocas voadoras. Então na verdade são muitas certezas, mas também muitas dúvidas em nossas vidas. ,” A curiosidade ingênua, de que resulta indiscutivelmente um certo saber, é a que caracteriza o senso comum. O saber de pura experiência feito.”(FREIRE,1996.p32)





O nosso tempo é agora! Por Camila Coitinho

Concordo quando a Daniela diz que seus alunos evidenciam mais certezas do que dúvidas, e observo isso com os meus também,  pois a cada dia as crianças têm mais acesso a informação  desde muito pequenos e dentre os argumentos sempre aparece estes recursos.
Após ter construído com eles através do trabalho em grupo as primeiras certezas e dúvidas, mandei para casa um bilhete pedindo para que os pais junto com a criança trouxesse para a escola alguma coisa relacionada ao tema Tempo!  Apareceram muitos relógios, alguns deles com desenhos da rotina da criança, outros produzidos com material reciclado e ainda pesquisas da Internet.  Cada um vinha com muito orgulho da sua pesquisa! E a semana da Família na Escola atravessou o projeto de forma e ocupar quase todo o tempo e os relógios ficaram um pouco de lado. Em uma das atividades da semana, cada família deveria colocar em uma caixa de sapatos, algumas características  da sua família,  e com muita sensibilidade uma mãe preocupada em trazer o tema do projeto para o momento, fez uma linha do tempo da sua filha e a formação da sua família!  Eis que um novo rumo surgiu! E o nome do projeto também mudou. “O nosso tempo é agora”, motivados por saber a linha do tempo da sua vida, voltamos ao ventre das mamãe para descobrir: “o que acontece quando o nosso tempo passa?”
Abaixo ,o primeiro quadro, com as ideias iniciais.  Trabalho feito em grupo.


domingo, 7 de maio de 2017

E as perguntas enfim surgiram!

Em dois dias dessa semana que se passou fiz uma rodinha no chão com meus alunos e espalhei no meio vários livros de literatura infantil para que eles manuseassem a vontade, fiquei os observando.
O momento dessa rodinha para que eles explorassem os livros foi muito prazeroso para as crianças e para mim, que consegui observar e perceber o quanto minha turminha gosta dos livros e de suas histórias.
Alguns manuseiam e exploram com bastante atenção, folhando os livros com cuidado e interesse,  já outros olham rapidamente, tentando achar um meio de brincar com os livros, muitas vezes sentando em cima, colocando na cabeça ou até mesmo tentando fazer dos livros um outro objeto de brincar, mas mesmo com essa diferença entre eles na hora de manusear os livros, no momento da contação de história todos ficam atento no que estou lendo.
Aos poucos algumas perguntas começaram a surgir, vindas das crianças maiores, aquelas que já conseguem se comunicar com maior facilidade e clareza:
- Prof. esse é o lobo mau?
- Esse livro é do lobo mau?
- Aqui tem uma bruxa?
- O lobo vai pegar ela?
- A touca dela é azul?
- O que é isso nessa casinha? ( Casinha da história do João e Maria)
- Prof. o lobo é brabo?
- Porque tem bolinhas na camisa dele?
- A menininha não tem medo do lobo?
 Com essa atividade e com o brilho no olhar que cada criança tinha ao disparar de cada pergunta percebi o quanto minha turminha tem interesse em mergulhar no mundo do faz de conta dos livros de literatura infantil.
O centro de interesse de minha turma está voltado para as histórias e  seus personagens, e como uma das crianças demonstrou bastante interesse, perguntando sobre os personagens da " Chapéuzinho vermelho", vamos dar início as atividades com esse conto, por isso vou chamar esse projeto/e ou centro de interesse de:

" Maternal I, mergulhando no mundo do faz de conta"


 JARDIM 2E E O TEMPO...  

Por Camila Coitinho

Já faz algum tempo que trabalho com os meus alunos através de projetos, observando justamente estas perguntas que eles fazem, e é maravilhoso quando conseguimos transformar estas perguntas em trabalho! Fico só imaginando Lu, teus pitoquinhos interessadíssimos no lobo mau! E com os menores, muitas vezes  a riqueza do trabalho está nestes momentos que eles tanto gostam!
Pois na minha turma não foi diferente... Todos os dias eles chegam, tomam café e até umas 9h40min eles brincam, livremente, pois é o momento que eu consigo me organizar para o dia que está se iniciando e ainda, além das agendas e caderno de chamada, preencher um caderninho com algumas anotações que faço individualmente, observando as reações de cada criança e ainda relatar alguma coisa que ocorreu no dia anterior. E quando é quinze para as dez, iniciamos a organização da sala, e mostro no relógio quando o ponteiro grande estiver no 10, é hora de ir para o pátio! Isso já acontece a bastante tempo. E um dia na rodinha um deles me perguntou: Prof, como se mede o tempo? Achei quilo fantástico, quase que filosófico, pois vários olhinhos brilharam com a pergunta! Então respondi: Vamos pesquisar... Mas o que exatamente nós vamos pesquisar:
·         Como se mede o tempo?
·         Vamos fazer uma máquina do tempo?
·         Qual é o nome daquele negócio que tem um pozinho??? (ampulheta)
·         Ah, mas o tempo é quando a gente vai ficando velho...
·         Né, que também tem aquele tempo que chove, fica nublado e faz sol?
Neste momento o olho que brilhou foi o meu... Pois via que dava para fazer um projeto incrível, mas que me daria bastante trabalho também...
Num outro dia, pedi para que eles se dividissem em grupos, e ofereci uma cartolina e material de pintar, pedi, para que antes que começassem a desenhar, tinham que conversar no grupo, sobre o que era o tempo, e o que mais eles gostariam de pesquisar, e me afastei das mesinhas, para observar eles “discutindo”, depois de uns 5 minutos fui passando de mesa em mesa para ajudar ou não dependendo de como estivesse a conversa! E em um destes momentos de afastamento, percebi que estávamos montando um quadro de certezas e dúvidas, que ali naqueles pequenos grupos de crianças de 5 anos, eu estava vendo o PPA ao vivo, eu fiquei realmente empolgada e orgulhosa dos meus pequenos!!!! E em algumas leituras que venho fazendo, encontrei uma citação:

“[...]ensinar os alunos a resolver problemas supõe dotá-los da capacidade de aprender a aprender, no sentido de habituá-los a encontrar por si mesmos respostas às perguntas que os inquietam ou que precisam responder, ao invés de esperar uma resposta já elaborada por outros [...] 
(POZO; ECHEVERRÍA, 1988, p. 09).







            ECHEVERRÍA, M. D. P. A solução de problemas em matemática. In: POZO, J. I. (org.)
              A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: ArtMed,                1998, p. 44-65.
        
Projeto em Ação
Daniela Ramalho
Queridas colegas ao ler as postagens de vocês fiquei encantada ao perceber a importância deste trabalho, tão cheio de dúvidas em relação a sua elaboração, mas tão significativo na sua realização, ao ler pude perceber claramente que o objetivo das professoras da interdisciplina está sendo alcançado, pois em nossos encontros conversamos, discutimos, lemos desta forma   tentamos achar estratégias para encontrar a melhor forma de  realizar os projetos em turmas tão distintas, assim conseguimos articular estratégias para usar com nossas turmas,  estes encontros de troca estão sendo fundamentais para nosso trabalho. No último encontro acredito que juntas conseguimos achar uma forma de levar o projeto na turma da Lu, pois são alunos muito pequenos diferentes da minha turma e da Camila que estão no jardim e conseguem trabalhar com mais autonomia. Os livros de história encantam crianças de todas as idades como disse Rubem Alves "um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar", mas os pequenos  muitas vezes  não tem o prazer de os manusear, por vários motivos:  vão rasgar, estragar e etc. Ao proporcionar esta experiência para sua turma a Lu conseguiu enxergar seu Projeto em ação e tenho certeza que assim como o olho da Camila o seu também brilhou.  É muito bom ver a alegria e o envolvimento das minhas colegas com a realização deste projeto, pois assim como eu acreditam que para educar é fundamental criar vínculo com o aluno.


Os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do  saber deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos. (Rubem Alves)



Assim como nas turmas das minhas colegas elas surgem a todo momento no jardim II da EMEI Vó Maria Aldina. Perguntas e mais perguntas...
Em um Projeto de Aprendizagem as perguntas são fundamentais, mas o olhar atento do professor para identifica-las e através delas envolver seus alunos lembrando sempre que o conhecimento começa pela pergunta: “No ensino esqueceram-se das perguntas, tanto o professor como o aluno esqueceram-nas, e no meu entender todo conhecimento começa pela pergunta. Começa pelo que você, Paulo, chama de curiosidade. Mas a curiosidade é uma pergunta!” (Freire, Fundez, 1985). A criança na escola de educação infantil tem a possibilidade de ter sua curiosidade aguçada, estimulada e  com isto muitas perguntas surgem e através de algumas destas perguntas escolhemos o tema do nosso PA deste ano, perguntas como:
A terra é o telhado das minhocas?
Tem terra em todos os lugares?
As pedras são terra dura?
A água é boa?
A água faz bem para os seres vivos?
A chuva é água suja?
A água vem dos canos?
Se a gente não tem água morre?
O fogo é mal?
Criança pode brincar com fogo?
O fogo machuca?
O vento é mais forte que o fogo?
Na boca tem ar?
Em todo lugar tem ar?
Na água tem ar?
Muita curiosidade assim é esta turma, falante e curiosa sempre querendo saber mais e mais. Em uma manhã na praça ao observa-los brincando percebi que havia algo diferente e logo vi um por um iam até o bebedor buscar água com a boca para jogar na terra e fazer barro, fiquei ao longe observando e vendo a alegria deles naquela “arte” de criança, neste momento tive a certeza do tema do nosso projeto, pois a terra, a água, o ar e o fogo encantam não só crianças, mas pessoas de todas as idades e assim começaram nossas descobertas á partir de uma “arte” de criança.
ByDaniela Ramalho






Reflexões e Vivências Daniela ramalho

A interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação gerou muito movimento com a proposta de trabalho em grupo e com os projetos em nossas salas...