quinta-feira, 27 de abril de 2017

Refletindo sobre as mudanças!!!!!

Neste semestre estamos trabalhando com projetos, cada uma com seu olhar diferente, pois cada turma é diferente e única.
 Através de um diálogo feito com a professora em relação ao meu projeto que no começo nós imaginamos por ela ter dificuldades motoras,cognitivas e que por causa de suas limitações gostava de fazer atividades relacionadas com o tema sendo que o material da massinha de modelar é mole e fácil de manusear. Despertando estás dúvidas que acabou mexendo com minha curiosidade, fui conversar com a mãe da minha aluna para ver o porquê do interesse em si por minhocas.
Nesta conversa descobri que seu passatempo com o pai é ir pescar e que todo este interesse acaba sendo detectado pela parte afetivo dela com o pai.Que quando faz minhocas voadoras, faz lembrar a minhoca no anzol, ao qual fica balançando, toda vez que seu pai a coloca no anzol.
Inclusive sua mãe relatou que Ísis adora e não tem medo das minhocas, sendo que o irmão tem e ambos se divertem.Inclusive adora jogar joguinhos referente a este tema.
Toda suspeita que seria por sua dificuldade com senso motor,fez realmente perceber que seu interesse mesmo era por este tema. Partindo deste ponto continuarei com meu projeto sendo por Centro de Interesse,analisando e planejando cuidadosamente para ser avançado suas expectativas.
Nesta foto construímos várias minhocas coloridas, partindo que ela adoro cores.Mesmo mostrando que minhocas são de uma cor especificas.



Dando continuidade à reflexão da Tatiana, saliento em como realmente é importante o olhar atento do professor para com seu aluno, pois se ela não estivesse atenta não perceberia o que realmente leva a sua aluna a gostar tanto de minhocas.
Acrescento que foi muito válido os esclarecimentos que obtivemos no encontro de quarta, com eles consegui juntamente com a professora Liliana achar um outro caminho para o projeto que realizarei com minha turma, pois identidade e autonomia seria muito amplo para o objetivo proposto da atividade, por tanto mudarei meu projeto para “Contação de História”, a partir da próxima semana já o colocarei em prática, pois como já observo minha turma desde o início do ano letivo, sei o quanto apreciam  e demostram interesse no momento da Hora do Conto e manuseio de livros, então por esse motivo creio que  meu projeto será Centro de interesse.
By Luciane da Silva

A cada novo semestre temos mais certeza da importância do “olhar” do professor em relação ao aluno e que também é cada vez mais necessário ir além deste “olhar” é preciso investigação, pesquisa, construções e reconstruções. Isso fica muito claro na Interdisciplina de Projetos Pedagógicos em Ação, onde precisamos observar nossos alunos para desta forma juntos desenvolvermos projetos pedagógicos seja de interesse de centro de interesse ou de aprendizagem, só com muita observação e registros diários é possível perceber o interesse das crianças, seja por uma minhoca, por histórias, pelo passar das horas ou pelos elementos da natureza.  No PEAD temos a possibilidade de ao mesmo tempo sermos alunas e professoras e muitas vezes nos atrapalhamos com esta dupla função, mas essa articulação nos faz superar muitos obstáculos e também nos colocar no lugar do aluno e saber como ele se sente em algumas atividades, que muitas vezes foram planejadas, mas se não são do interesse do aluno ficam sem significado. As leituras da interdiciplina, o vídeo postado pela professora Liliane e também seus comentários nas atividades realizadas estão dando um novo rumo ao nosso trabalho que antes era um trabalho fragmentado e não realmente um trabalho de grupo como o planejado pelas professoras, estamos tentando, errando acertando, assim é a caminhada do Grupo Metamorfose, com esse nome não poderia ser diferente.  Sobre o trabalho com meus alunos acredito, depois do comentário da professora, que será um Projeto de Aprendizagem, mesmo sabendo da desacomodação e movimento que este provoca acredito que meus alunos estão envolvidos o suficiente para serem muito felizes realizando essa proposta de investigação, pois são extremamente curiosos. Este ano vou realizar o trabalho em parceria com uma colega que está trabalhando no berçário da escola e vamos utilizar o mesmo tema os quatro elementos: O Jardim dos 4 elementos, na minha turma de jardim II e no berçário, Os bebês e os quatro elementos. Este tipo de troca é novidade para nós, mas vamos aceitar o desafio que surgiu em uma conversa na sala dos professores, estamos ainda pensando nossos projetos, sabemos que vamos desenvolver atividades de acordo com cada faixa etária, mas também vamos propor momentos de interação e trocas entre as turmas, sempre respeitando os interesses e o tempo de cada aluno.
By Daniela Ramalho

Sempre que uma nova tarefa chega, é inevitável o sentimento de insegurança e a vontade de aprender e acertar é companheira deste processo.  Assim como nas reflexões  das colegas, vivemos este movimento da construção não só do projeto como nas reflexões que surgem nos nossos encontros. 
Desde as primeira "ferramentas" apresentadas no PEAD, até mesmo as tarefas do dia a dia, por vezes nos causam verdadeiros terremotos internos e ao nosso redor, pois de fato desacomodam e mexem com aquelas nossas convicções já estabilizadas.
 Pois bem, após discutir e muito em nosso grupo, nos encontros que nos propomos a realizar, percebi que já trabalhamos com a Pedagogia de Projetos, porém, acontece como para mim na interdisciplina de ciências e matemática: está presente no nosso dia a dia porém não nomeamos.
Hoje a tarde no meu planejamento na Escola, em meio aos registros que venho coletando sobre o meu projeto sobre o Tempo, imprimi o texto "Projetos de Aprendizagem - uma experiência mediada por ambientes telemáticos" e mergulhei no tema, precisava aquietar algumas questões que estavam me consumindo.
E já no segundo parágrafo, uma frase me fez refletir: "O grande desafio é como implantar na escola uma prática que favoreça o desenvolvimento e, por consequência facilite a aprendizagem". Mas como, pensar em executar com crianças tão pequenas quanto os alunos da Luciane, ou ainda que tenham suas limitações como os da Tatiana? Como?
Ao ler o relato da Luciane, penso que podes partir realmente do interesse deles, o que percebo na tua preocupação é de observar de um outro ângulo, de pensar na reposta das criança além do papel, mas nas experiências que podes proporcionar através destes livros, através deste olhar que é comum a nós todas!
O fato que para mim é indispensável no trabalho com projetos é o olhar do professor, a  sensibilidade com a qual ele percebe, interage, reflete, questiona e propõe a seus alunos, e isso é notável em nosso grupo, de maneira bem colocada pela Daniela,  seja através da necessidade da turma, seja do interesse de uns, ou ainda de uma problemática que surgiu depois de uma brincadeira ou na rotina, como vem se desvendando os projetos de todas nós.  E a escolha dos temas foram norteadas por este olhar, na fala dos alunos, na percepção de suas necessidades e ainda baseados nos seus interesses.
Nem sempre o aluno nos fala com palavras, nos questiona de forma verbal, por vezes sequer consegue falar, e ainda assim, somos capazes de evidenciar os conhecimentos e o desenvolvimento daquela criança em seu dia a dia.
Após a leitura, entendi que há sim uma forma de organizar as ideias, de como iniciar um trabalho, de como registrar, mas o mais importante vai acontecer lá na sala de aula, que como costumo falar, é quando a magia acontece, os olhos brilham e sim, eles constrói conhecimento!!!
Por Camila







Um comentário:

  1. Ola Grupo Metamorfose! Consigo perceber que agora o grupo está desenvolvendo a capacidade de reflexão sobre a prática de sala de aula. Juntas se autorizam a ponderar sobre as ações pedagógicas das colegas. Juntas estão nesse exercício. Torço para que levem esse movimento para dentro de suas escolas. Na escola, nós professoras, somos potentes e temos muitas respostas. Refletindo em conjunto, podemos experimentar novas intervenções pedagógicas e conseguir resultados diferenciados.
    Um olhar atento faz toda a diferença em nosso planejamento. Mas também, a predisposição para acertar, para reconstruir as ações e o planejamento em prol de oferecer algo significativo para seus alunos complementam esse processo. Nessa perspectiva pergunto: Na vivência de sala de aula de vocês é comum o movimento de reflexão entre os colegas professores? As reuniões e conselhos de classe contemplam esse movimento? Colegas professoras estão abertas a avaliação dos colegas? A reflexões e ponderações? Isso realmente acontece? Ou professores desejam encaminhar alunos aos médicos e atendimentos e esperam dos especialistas de outras áreas respostas? Acreditam que é importante pensarmos sobre isso? Nos colocarmos e marcarmos nossas opiniões? Sigam escrevendo que estamos por aqui acompanhando vocês. Abraço, Betynha (Tutora PEAD2/UFRGS)

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Reflexões e Vivências Daniela ramalho

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